segunda-feira, 21 de março de 2011

minha religiãook

Minha mão sempre brigou para que eu e minhas irmãs fosse-mos a igreja todo domingo, mas não era igreja era a irmandade que não fazia a gente se sentir bem, eu não queria encarar o evangelho como um viciado encara uma droga, para fugir e nao encarar meus problemas. Tenho reavaliado meus conceitos e minha fe em Deus tem aumentado, ao mesmo tempo minha responsabilidade diante das minhas escolhas tb. Tenho aprendido a colocar menos responsabilidade em Deus e prestar mais atencao no que a vida tem me oferecido. Acredito que isto seja amadurecimento da minha relacao com Deus. As vezes penso que Deus deixou de me dar leite e confesso que sinto saudade da inocencia da minha fe, como sentimos saudades da inocencia da nossa infancia.  Sei que tenho que tomar cuidado para nao me tornar profeta das noticias ruins do evangelho, mas prefiro esperar o pior e me surpriender do que viver uma vida de fantasia.
Deus continua sendo o centro da minha existencia, em todos os aspectos. Continua acreditando nele e no seu amor por mim. Acredito no sacrifico de Jesus na cruz, e tenho buscado abrir meus ouvidos para o que a Biblia diz como um todo e nao so para as partes bonitinha. A Biblia nao eh um livro de historias bonitas, mas de historias duras, dificeis e tristes. Deus fez questao de mostrar isto para que pudessemos entender que o amor dele me deixa livre para fazer escolhas. Ele nunca vai me abandonar, mas eu vou sempre ter liberdade de escolher cada dia da minha vida e assumir resposabilidades por estas escolhas. Ele vai me da graca, forca e sabedoria para aguentar as consquencias do meu lado, me orientando, mas nunca assumindo minha responsabilidade.
O que nao posso eh me tornar filho prodigo ou o filho mais velho que permaneceu em casa. Nenhum dos dois conhecia o pai que tinha. O prodigo foi emboa e o pais nao foi atras dele, respeitou sua escolha. O mais velho ficou em casa, mas tb nao se relacionou com o pai de uma forma transparente.
Que Deus me ajude a ser filha que sou realmente, cheia de defeitos, traumas, complexos e imperfeicoes. Que comete erros e faz escolhas erradas, que tem medo e finge ser corajosa, que quer ser amada, aceita e muitas vezes manipula pra que isto aconteca. Que detesta mentira, mas que mente para conseguir o que quer algumas vezes. Uma filha que nao entende o Pai que tem, que o questiona e tem suas crises existencias e muitas vezes culpa seu Pai.  Uma filha que nao tem medo do Pai