segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu sinto falta..!!!"
Eu sinto falta de quando nós dois éramos apenas um.
De ser elogiada todo dia.
De sentir minha barriga mexer.
De ganhar comida de presente (e adorar!! rs)
De tomar dois sorvetes sem culpa. De quando minha barriga não chamar mais atenção.
De ser bajulada o tempo todo.
De escutar meu som favorito... a batida do seu coraçãozinho.
De esperar ansiosa pelos ultra-sons.
De ser chamada de barriguda e ficar feliz.
De receber beijinhos do papai na barriga. (que delícia!)
De ler mil artigos sobre o mesmo assunto: a gravidez.
De ficar curiosa imaginando como será seu rostinho e com quem será parecido.
De desdobrar suas roupinhas e guardar todas de novo.
De fazer xixi a cada hora, inclusive de madrugada.De me sentir cansada, com dor nas costas.
De me pesar e ficar feliz com cada quilinho a mais...
Mas só de saber que vc esta aqui perto de mim este sentimento de falta passa e se transforma em uma alegria ainda maior...!!!
Fui escolhida para guardar, dentro de mim, o dom da vida. Escolhida para cultivar com carinho as sementes do futuro. Escolhida para dar à luz aquele pequeno ser que durante todo o sempre irá simbolizar o que há de mais importante e precioso em minha existência... Escolhida para ser capaz de viver e de sonhar, de aprender e de viver, de proteger e de mudar, de dizer e de calar, de sofrer e de lutar, de vencer e de acreditar, de sorrir e de chorar, de sentir e de se emocionar, de saber o que é amar... Escolhida para ser capaz de tudo, até mesmo o impossível por aqueles que com muito orgulho irá chamar de "filho” Escolhida para ser mulher, escolhida para ser especial escolhida para ser Mãe !
Um dia me disseram que ter um filho e abrir mão de bagunçar ia ser dificil.Que encarar uma sociedade hipócrita por ser mãe jovem ia me pedir forças infinitas.
Me falaram das dores do parto, do meu corpo diferente, depois das noites mal dormidas e da juventude diminuída.
Mas nunca me contaram que cada sorriso que eu ganho vale mais que uma balada, beijos sem emoções ou experiências frustrantes.
Não me contaram que esse cheirinho de bebê empreguina na alma e que ficar sem ele, nem que seja só para comprar alguma coisa para comer, poderia doer mais que a própria fome.
Nunca me disseram que com eles podemos aprender tanto, aprender a amar incondicionalmente, aprender sobre o amor de Deus, a dar sem receber, a cuidar, a sorrir, a abraçar o tempo todo.
Agora eu sei porque nunca gostei muito de ouvir. As pessoas falam demais, criticam demais. Nós temos sempre duas opções: reclamar ou simplesmente ser feliz.
Eu escolhi ser feliz... Sempre!
sexta-feira, 22 de junho de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Hoje me deu vontade de escrever, escrever não sei o que, mas pra você, hoje me deu vontade de te abraçar, de me perder em teus braços, de me envolver em seus abraços, que por sinal são os melhores, hoje bateu uma grande enorme gigante saudade, uma enorme vontade de te ver, de fugir com você, hoje me deu um imenso desejo de te amar, de me soltar, hoje eu queria você, queria viver somente com você, por você, hoje eu queria ver teu rosto, sentir o suor no teu corpo , hoje eu queria dizer que te quero muito. *-*
Amor ou Amizade?
Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade. Ele me disse essa verdade: O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura. O Amor nos dá asas , a Amizade o chão. No Amor há mais carinho,na Amizade compreensão.O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas quando o Amor é sincero ele vem com grandes amigos, e quando a Amizade concreta, ela é cheia de amor e carinho.
''Quando se tem amigos como você...ambos sentimentos coexistem dentro do seu coracão."
Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade. Ele me disse essa verdade: O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura. O Amor nos dá asas , a Amizade o chão. No Amor há mais carinho,na Amizade compreensão.O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas quando o Amor é sincero ele vem com grandes amigos, e quando a Amizade concreta, ela é cheia de amor e carinho.
''Quando se tem amigos como você...ambos sentimentos coexistem dentro do seu coracão."
Quero você...
Eu quero você, de qualquer jeito, em qualquer hora. Eu quero você na minha cama, do meu lado, nos meus braços. Eu quero seu beijo, seu gosto. Eu quero seu cheiro na minha roupa, no meu lençol. Eu quero deitar nos seus braços, quero sentir seu corpo. Eu quero ter você, eu quero tudo. O tempo todo. Eu quero esquecer do mundo enquanto estiver ao seu lado. Eu quero sorrir, eu quero te fazer bem. Eu quero você completamente, quero você pra mim. Eu quero sussurrar no seu ouvido um “eu te amo” no meio de meias palavras, eu quero chamar seu nome. Eu quero você comigo, da forma mais doce, mais perfeita.
Eu quero você, de qualquer jeito, em qualquer hora. Eu quero você na minha cama, do meu lado, nos meus braços. Eu quero seu beijo, seu gosto. Eu quero seu cheiro na minha roupa, no meu lençol. Eu quero deitar nos seus braços, quero sentir seu corpo. Eu quero ter você, eu quero tudo. O tempo todo. Eu quero esquecer do mundo enquanto estiver ao seu lado. Eu quero sorrir, eu quero te fazer bem. Eu quero você completamente, quero você pra mim. Eu quero sussurrar no seu ouvido um “eu te amo” no meio de meias palavras, eu quero chamar seu nome. Eu quero você comigo, da forma mais doce, mais perfeita.
cheia de manias
- Sou cheia de manias, de mexer no cabelo de 5 em 5 minutos, falar alto, encarar quem me olha demais. Mania de pensar demais em você, mania de ficar imaginando coisas antes de dormir, mania de rir por bobeira e de chorar de nervoso, mania de mudar de humor constantemente.
- Cansei de ser a garotinha boba, de escreve sobre o amor o tempo todo, se você me quissesse você corria atrás, mais já que não correu, eu sinto muito. A fila vai andar, e quando você voltar ao ponto, você pode esperar. Eu perdoo a primeira vez, porque todo humano erra, eu perdoo a segunda porque humano é burro, a terceira eu não perdoo porque não sou maquina de perdão! *-*
Quando a noite chega...
E mesmo quando a noite chega eu continuo a pensar em você, continuo a imaginar o seu sorriso e a sua voz no meu ouvido, o seu jeito desleixado e na maioria das vezes engraçado, todo dia, toda hora, ao invés de dormir estou a pensar em ti, imaginado o dia que finalmente você estará aqui.
E mesmo quando a noite chega eu continuo a pensar em você, continuo a imaginar o seu sorriso e a sua voz no meu ouvido, o seu jeito desleixado e na maioria das vezes engraçado, todo dia, toda hora, ao invés de dormir estou a pensar em ti, imaginado o dia que finalmente você estará aqui.
Me olhou com um simples olhar...um olhar tocante,um olhar profundo um olhar cativante...Me sorriu com...Um sorriso meigo,um sorriso misterioso um sorriso fatal...Me ganhou com pequenos gestos...gestos de amor,gestos de carinho gestos de dedicação...Me conquistou com simples palavras...Me perdeu...Por dizer o que não devia...Por fazer o que não queria...Por querer ser o que jamais queria..e em apenas um minuto...voceee me perdeu'
Só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu espero conseguir, aaceitar o que passou e o que virá, só por hoje vou me lembrar que sou feliz. Hoje eu já sei que sou tudo que preciso ser, não preciso me desculpar e nem te convencer. O mundo é radical... Não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido, aaprendi a viver um dia de cada vez. Só por hoje eu não vou me machucar, só por hoje eu não quero me esquecer ...que há algumas pouco vinte e quatro horas. Quase joguei minha vida inteira fora. Não, não, não, não, Viver é uma dádiva fatal, No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas - Vamos com calma! Só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu não vou me destruir Posso até ficar triste se eu quiser, É só por hoje; ao menos isso eu aprendi. *-*
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Vida injusta
Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano.
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.
Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.
Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo.
Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?
E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.
Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.
De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.
Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.
Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?
E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.
De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.
Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Afinidade.
Não esperava que pudesse existir alguem assim, não imaginava tão perfeito do teu jeito só pra mim, e a gente no mesmo momento os dois afim de envolvimento....
Ai então agente foi pra onde o amor quis no levar, de corpo e alma sem medo e sem receio do que ia dar
Foi tipo assim uma afinidade...
Um amor puro e sem maldade, nessa altura do jogo não pensava em me apaixonar assim.
E chegou algo novo é amor que veio pra ficar é o mais lindo sonho o que eu te proponho
Ai então agente foi pra onde o amor quis no levar, de corpo e alma sem medo e sem receio do que ia dar
Foi tipo assim uma afinidade...
Um amor puro e sem maldade, nessa altura do jogo não pensava em me apaixonar assim.
E chegou algo novo é amor que veio pra ficar é o mais lindo sonho o que eu te proponho
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O casamento
(NÃO DEIXEM DE LER, CASADOS E NÃO CASADOS, A GENTE SEMPRE CONHECE ALGUÉM QUE ESTÁ PRECISANDO LER UM TEXTO DESTE).
Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu
segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te
dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra.
Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto,
eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu
queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e
simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela
jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!"
Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la
chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim
do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta
satisfatória para esta pergunta. O meu coração não
pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não
a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de
divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30%
das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente.
A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou
uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste
desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás
do que disse, pois amava a Jane profundamente.
Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o
que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela
chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas
semanas finalmente se materializava e o fim estava mais
perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei
sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto
para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado
depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava
sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a
dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela
não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para
conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos
30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais
natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso
filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um
ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas
de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais.
Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para
dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me
pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse
para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que
ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta
para não tornar meus próximos dias ainda mais
intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e
ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela
pensa que impondo condições assim vai mudar alguma
coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o
divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico
havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora
da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso
filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a
mamãe no colo!" Suas palavras me causaram
constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a
porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10
metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os
olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho
sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando
e então a coloquei no chão assim que atravessamos a
porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o
trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se
apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que
ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não
prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu
rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O
nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns
segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela
estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa
intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia
dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane,
mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso
quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam
mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido.
Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar
um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os
meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi
que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a
facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso...
ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração.....
Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus
cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai,
está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver
seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se
parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso
filho e o segurou em seus braços por alguns longos
segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de
idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em
seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a
sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão
repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o
meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último
dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum
motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já
tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas
palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa
intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o
meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente,
com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na
porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela
"Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa
"Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e
repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu
casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar
os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de
amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei
minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa,
eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no
rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la
chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui
trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu
comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente
me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu
sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas
as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de
flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto
para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada
na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a
vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane
para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia
que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos
efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos
proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois
juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu
sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente
contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as
propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um
ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais
do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo
de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para
mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e
feliz!
Se você não compartilhar isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher compartilhar com seus amigos, talvez "salve um
casamento".
Muitos fracassados na vida são pessoas que não
perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram
desistir.
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